Crônicas

Pantanal, Matogrosso do Sul. A maior planície alagada do Mundo, ali está ancorada A mais bela cidade da região. Corumbá. Cercada por morrarias decorada com bordas banhadas pelo rio Paraguai. Uma população simples, como também acolhedora; Casas de quintais grandes, com ruas largas. Sua exuberância infinita, mergulhada na mais profunda entranha do seu Apogeu. Sem falar dos segredos escondidos, Interpretados pela magia, transmitida por sua Fauna e Flora. No entanto é aqui, que se encontra nosso ponto de partida. Sete de setembro, via que liga Bairro com O Centro da cidade.

O endereço fica, entre As Ruas: Porto carreiro e Joaquim mortinho. Número: 1.346. Uma quadra e meia da Ponte sobre O Trilho, que vem da Bolívia. O que dela restou, somente O Terreno vazio, semeados por matos autos. Asfixiando toda uma Estória de vida.
A Pequena moradia foi construída aproximadamente nos anos 70. Mais ou menos, com 30 de comprimento por 10 de largura, medindo 3 de altura. Seus cômodos eram enormes. Suas paredes feitas de Blocos de tijolos, coberta por folhas de Eternit. Composta por: sala, dois quartos, copa, uma cozinha de madeira do lado direito um corredor que percorria todos os espaços.

Aos fundos, O Terreno era enorme, com muitas Plantas frutíferas. Do lado esquerdo O Banheiro. No mesmo lado um corredor que ia até a frente da casa, onde havia um pequeno Jardim com flores. Muro baixo, A Frente uma calçada larga, e dois pés de Sete copas e um banco de madeira para descansarmos no final do dia. No Natal, ia A Igreja com O Pai, de criação. Enquanto, As Mulheres providenciavam As Guloseimas, assados e outros tipos de comidas. Quando retornávamos, havia uma mesa enorme cheia de alimentos diferentes a nossa espera. Então fazíamos uma Oração antes da confraternização. O Exemplo, acompanha-me até os dias de hoje.

Doce lar, lembrança viva da minha infância. Abrigastes, sonhos e projetos futuros. Choros, alegrias e discussões. Exemplos de uma geração que não volta mais. Muitos, Já se foram, poucos ainda restam. Pertences, a outros donos. Daqui a pouco, mais um ciclo se fecha, A Vida continua. Tu agregaste aquele casal de crianças que perdera A Mãe, ainda Bebê. Eu com um, e minha Irmã com dois anos, meu Pai, vivia trabalhando pelas Fazendas. Lembrei-me de um episódio, que marcou este momento. Em frente de casa, do outro lado da rua. Havia um pequeno Pântano. Sua água media A Altura de quase um metro. Local era cheio de sapos, cobras, com outros animais peçonhentos. Ali também tinha uma casa e Antena da Rádio difusora.

Lugar perigoso, mas não saía de lá brincando com os outros moleques. Com uma caixa de geladeira, me sentia O Capitão do Navio. Aconteceu, que repentinamente, meu Pai chega para me visitar, foi então que alguém disse para ele onde me encontrava. Então fui retirado do meu pequeno barco, por baixo de cinto. Abandonando, assim A Profissão para sempre. Para este Mundo morreste, com a minha mente também morrerás. Mas com certeza para quem ler esta Crônica e passar pôr frente deste endereço, irá se lembrar, do período de quando criança até minha juventude. Enterrados para sempre neste lugar.

Jornalista: João Guanes e Acadêmico de Letras.

O Leão de Judá
Judá, a ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de seus inimigos; os filhos de teu pai a ti se inclinarão. Judá é um leãozinho. (g49:8)

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