O caso do sequestrador na ponte Rio-Niterói levantou debates na sociedade por causa de seu desfecho: o criminoso foi morto e as pessoas no local, assim como o governador do estado, comemoraram o abate. Diante disso, no meio cristão surgiram dúvidas

A morte do sequestrador na ponte ocupou todo o noticiário e foi assunto dos mais discutidos nas redes sociais, com diversos posicionamentos entre os extremos. O que se sabe é que a Polícia Militar do Rio de Janeiro agiu nos limites legais, então o debate se restringe ao campo ético.

O pastor e escritor Renato Vargens usou sua página no Facebook para compartilhar uma reflexão sobre o episódio, e pontuou que do ponto de vista teológico o desfecho foi, também, acertado.

“Falando sobre o desfecho do sequestro na ponte. Ninguém fica satisfeito com a morte de uma pessoa. A morte do sequestrador foi um triste desfecho. Contudo, diante de uma iminente tragédia, e possível morte de dezenas pessoas, a Polícia Militar agiu corretamente atirando no sequestrador”, resumiu o pastor.

Em seguida, o líder da Igreja Cristã da Aliança, em Niterói (RJ) acrescentou que “à luz das Escrituras o papel do Estado é proteger as pessoas de bem e punir a maldade, o que foi feito corretamente pela PMERJ”.

“Que Deus tenha misericórdia do Rio de Janeiro”, finalizou o pastor que é integrante do movimento Coalizão pelo Evangelho. A postagem de Vargens teve ampla repercussão na rede social, com quase duas mil reações, muitas delas de tristeza, e centenas de compartilhamentos.

Um dos internautas que interagiram com a publicação comentando a morte do sequestrador na ponte Rio-Niterói disse: “O bandido assumiu o risco de matar ou morrer. Lamentável mas o salário do pecado é a morte, espiritual e também física”. Outra usuária do Facebook seguiu uma linha de pensamento parecida: “Abençoado seja o governante que cuida e protege o seu povo!”.

Por fim, houve quem citasse um trecho do capítulo 13 da carta do apóstolo Paulo aos Romanos: “Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência”.

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