Jesus não se impressiona com as coisas que o homem se impressiona.

Todo filho de Deus é mais que vencedor “por meio daquele que nos amou”. Mas você já percebeu o contexto onde aparece esta poderosa declaração?

“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro.” (Romanos 8:35,36)

Perceba bem. Somos mais que vencedores sobre tudo aquilo que tenta nos separar do amor de Cristo, a saber, a tribulação, a angústia, a perseguição etc.

Somos a igreja triunfante porque, após os sofrimentos por amor a Cristo, receberemos glória eterna. Não tem a ver com o sucesso que esta secularidade tanto busca e exalta.

O problema é que muitos cristãos estão comprando outro pacote que advém de outro evangelho. Muitos estão atrás de um sucesso ministerial claramente mundano e desconexo da verdade puramente evangélica.

Estão ajuntando tesouros na terra, fazendo de tudo para serem vistos, exaltando a si mesmos e aos próprios feitos no âmbito ministerial e eclesiástico e, no fim das contas, tudo o que encontrarão no fim será o vazio da falta do reconhecimento e do galardão de Deus – eles preferem o louvor dos homens.

Quando eu era um adolescente, pensava muito no meu futuro como cristão. Eu sempre me via pregando em grandes congressos, ou ministrando louvor para milhares de pessoas. Eu me imaginava tocando em grandes palcos e tendo muitos seguidores. Queria visibilidade, popularidade e reconhecimento humano.

Hoje, já no auge dos meus 33 anos, a culturalmente chamada “idade de Cristo”, eu me vejo completamente fracassado em todos estes planos e não tenho mais tanta energia para “sonhar” – pelo menos não estes tipos de sonho.

Descobri na caminhada com Jesus que o próprio Mestre nunca idealizou isso pra mim – nem para nenhum discípulo. Quando o sonho é maior do que Deus, certamente este sonho é do Diabo.

Cristo não chamou Paulo para ser famoso, mas para sofrer o martírio por amor de seu nome. Ele não chamou Pedro para ser o “primeiro Papa”, mas para ser crucificado de cabeça para baixo por amor e para receber uma alegria completa. O que faz você pensar que Jesus quer te dar confortos terrenos, efêmeros e fúteis?

Talvez, caro leitor, você pense que estou tentando motivar as pessoas a serem franciscanas e não se dedicarem mais ao trabalho ou mesmo se ofenderem com um ministério que cresça em número, recursos e estrutura. Mas não é nada disso. Apenas é preciso dizer que Jesus não se impressiona com as coisas que o homem se impressiona. Você pode ter muito ou pouco; isso é irrelevante para o Mestre. Para Ele, o que importa mesmo é no que [ou em quem] está o seu coração.

O sucesso é muito relativo. Um cristão que grave um CD e não fique rico não significa que não teve sucesso no seu projeto. Talvez ele vá de bairro pobre em bairro pobre para cantar e abençoar um punhado de gente sofrida e seja muito mais próspero do que o outro que não aceita mais convite algum por menos de 10 mil reais.

Um pastor ou teólogo pode escrever um “best-seller” ou mesmo um material singelo que vai marcar a vida de alguns leitores.

Quem mede o sucesso do que alguém faz? A resposta desta pergunta faz diferença na nossa compreensão do que possa ser “fracasso” e “sucesso” em nosso coração.

Hoje, me contento em escrever para você ler. Alegro-me em servir as igrejas que sirvo. Sou feliz com o meu casamento e minha renda. Não espero mais do que já tenho, mas sei que Deus conduz o caminho dos seus filhos.

Importa mais que Ele cresça, e que nós diminuamos.

O segredo é não buscar aquilo que qualquer um busca. Busque o que poucos querem. Busque o Reino de Cristo e sua justiça, e as demais coisas – sendo elas o que forem – serão acrescentadas.

Por: Maycson Rodrigues

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