A esquistossomose é conhecida como doença do caramujo, barriga d’água ou xistose, a doença pode evoluir e levar à morte, incluindo o verme do pulmão de rato que veremos a seguir.

Verme do pulmão de rato

As doenças parasitárias alerta pela orientação sobre três casos de infecção presumida por Angiostrongylus cantonensis AC, vulgarmente chamado o verme do pulmão de rato que, é um verme parasita e a causa mais comum de eosinofílica infecciosa (um tipo de células brancas) meningite em humanos em todo o mundo.

A Ponto Limpo Serviços desempenha um papel vital no apoio aos departamentos estaduais de saúde, particularmente no gerenciamento de patógenos raros ou menos conhecidos.

AC tem um ciclo de vida interessante. Os roedores infectados carregam o verme adulto e passam vermes imaturos para a suas fezes.

Escargot e1582059944999 300x192 - Cuidado! Caramujos transmite a esquistossomose meningite, barriga d’água, xistose

Contaminação pelo Verme

Os seres humanos são infectados pela ingestão de moluscos crus ou mal cozidos, contaminação do solo e das plantas, eles podem ser pequenos o suficiente para se esconderem nos alimentos, infectando com os vermes tornando produtos contaminados.

A transmissão também pode ocorrer através da ingestão de camarões / camarões, caranguejos ou sapos de água doce crus ou mal cozidos.

Em humanos, a CA causa meningite eosinofílica, cujos sintomas podem incluir dor de cabeça, rigidez no pescoço, náusea, vômito, febre baixa, fadiga e sensações anormais da pele (por exemplo, formigamento ou dor).

Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem em semanas a meses e a maioria dos pacientes se recupera completamente, embora casos raros de cegueira, paralisia e morte tenham sido relatados.

Com esta informação, equipes de cientistas testaram moluscos coletados perto das casas dos pacientes, utilizando técnicas morfológicas e moleculares para testar e documentar a infecção em amostras de lesmas enviadas.

O laboratórios de parasitologia de diagnóstico molecular, continuam a colaborar no teste de amostras ambientais e no desenvolvimento de métodos para avaliar a eficácia de intervenções para eliminar roedores e moluscos infectados.

Nesta nova fase da colaboração, houve um ensaio em tempo real desenvolvido internamente para detectar A. cantonensis está sendo usado para analisar amostras de moluscos coletadas.

Esforços futuros envolvem a transferência deste teste em tempo real e outros métodos moleculares, para que os testes possam ser realizados no estado.

Desde o contato inicial, foram relatados vários casos de suposta infecção por AC.

Em resposta, estamos ajudando a educar o público sobre como prevenir a infecção. Também foram desenvolvidas informações para a comunidade de saúde, porque muitos médicos podem não considerar a AC ao avaliar pacientes com meningite eosinofílica.

A AC pode ser evitada, evitando o consumo de caracóis crus / mal cozidos, lesmas, camarão / camarão de água doce, caranguejos e sapos; lavando bem os produtos crus antes de comer; e usando luvas e lavando as mãos após manusear moluscos.

O que é a esquistossomose

A esquistossomose mansoni é uma doença parasitária, causada pelo trematódeo Schistosoma mansoni, cujas formas adultas habitam os vasos mesentéricos do hospedeiro definitivo (homem) e as formas intermediárias se desenvolvem em caramujos gastrópodes aquáticos do gênero Biomphalaria.

Trata-se de uma doença, inicialmente assintomática, que pode evoluir para formas clínicas extremamente graves e levar o paciente a óbito.

A magnitude de sua prevalência, associada à severidade das formas clínicas e a sua evolução, conferem a esquistossomose uma grande relevância enquanto problema de saúde pública.

Conhecida como uma doença prevalente em áreas tropicais e subtropicais, a esquistossomose afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

Popularmente conhecida como barriga d’água, xistose ou doença do caramujo, a esquistossomose atinge principalmente comunidades carentes, sem acesso a água potável e sem o saneamento adequado.

Se não for tratada adequadamente, a esquistossomose pode evoluir e provocar complicações graves, levando à morte.

De acordo com a coordenadora-geral substituta de Doenças em eliminação do Ministério da Saúde a esquistossomose está relacionada diretamente com certos hábitos de vida.

“É uma doença relacionada com a falta de saneamento básico e uso da água doce para lazer ou para trabalho, como pescadores e mulheres que lavam louças na beira do rio”, esclarece.

A principal forma de ser infectado pelos vermes causadores da esquistossomose é entrando em contato com água doce com caramujos infectados.

Quando uma pessoa entra em contato com essa água contaminada, as larvas penetram na pele e ela adquire a infecção.

Como acontece a transmissão

No Brasil, a doença parasitária é causada pelo verme Trematódeo Schistosoma Mansoni. Ele tem a espécie humana como hospedeiro definitivo e os caramujos de água doce, do gênero Biomphalaria, como hospedeiros intermediários.

Pessoas contaminadas assim como animais podem liberar ovos do parasita em suas fezes. Quando estas são depositadas em rios, córregos e outros ambientes de água doce ou quando chegam até estes locais pelas enxurradas, pode acontecer a contaminação através da pele.

O verme é capaz de penetrar na pele de pessoas que pisam descalças, nadam, tomam banho ou simplesmente lavam roupas e objetos na água infectada.

No Brasil, a principal região com áreas de transmissão é o Nordeste. Mas outros estados, como Minas Gerais e o Espírito Santo, também possuem casos da doença.

“Destacamos que os estados que possuem maior número de casos são Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe. Além deles, podemos destacar o Rio Grande do Norte, Paraíba, e Maranhão.

Também existem pequenas áreas de transmissão no Ceará e no Pará. A indicação é que quando uma pessoa visite esses estados tenha muita atenção para o banho em águas doces com correnteza leve, pequenos rios e riachos”, alerta.

Sintomas da esquistossomose

Na fase aguda, o paciente infectado por esquistossomose pode apresentar diversos sintomas, como febre, dor de cabeça, calafrios, suores, fraqueza, falta de apetite, dor muscular, tosse e diarreia. Em alguns casos, o fígado e o baço podem inflamar e aumentar de tamanho.

Porém, a coordenadora explica que, na maioria dos casos, as pessoas infectadas não sentem sintomas da doença. “A maioria dos portadores do parasita não apresentam sinais da doença, são assintomáticos. É uma doença bastante silenciosa, o que a torna perigosa”.

Quando os sintomas surgem, o tempo de aparecimento dos primeiros sinais é de duas a seis semanas, a partir da infecção. Além disso, a doença pode se tornar crônica.

“Se a pessoa contraiu a doença e não teve tratamento durante muito tempo ou se ela vive em uma área endêmica e está sempre se reinfectando, ela pode desenvolver uma forma crônica da doença”.

Na forma crônica da doença, a diarreia se torna mais constante, alternando-se com prisão de ventre e, pode aparecer sangue nas fezes.

Além disso, a pessoa pode ter outros sintomas, como tonturas, dor na cabeça, sensação de plenitude gástrica, coceira anal, palpitações, impotência, emagrecimento, endurecimento e aumento do fígado.

Nos casos mais graves o estado geral do paciente piora bastante, com emagrecimento, fraqueza acentuada e aumento do volume do abdômen, conhecido popularmente como barriga d’água.

Tratamento da esquistossomose

Uma pessoa infectada terá ovos do parasita nos tecidos do corpo humano e a reação do organismo a eles pode causar grandes danos à saúde. Por isso, é importante que o tratamento seja iniciado o quanto antes.

O tratamento da esquistossomose, para os casos com menor gravidade é simples, em dose única, na unidade de saúde, por meio de medicamentos específicos receitados pelo médico.

Os casos graves geralmente requerem internação hospitalar e até mesmo tratamento cirúrgico, conforme cada situação.

O tratamento é oferecido de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Em caso de suspeita de infecção, procure a Unidade de Saúde mais próxima para os cuidados necessários.

Fonte: Ponto Limpo Serviços

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