O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi duramente criticado por ter ordenado a retirada do Exército Americano da fronteira da Turquia com a Síria, o que resultou em uma série de ataques comandados pelo presidente turco Recep Tayyip Erdogan na região, provocando a fuga em massa de pelos menos 250 mil pessoas, entre elas milhares de cristãos.

Visando amenizar a sua decisão, Trump anunciou no último final de semana o envio de US$ 50 milhões para auxiliar os cristãos e outras minorias religiosas. O objetivo é oferecer apoio logístico para que esses povos, dos quais os curdos fazem parte, possam se proteger de possíveis ataques.

“Nesta semana, direcionei US$ 50 milhões para apoiar cristãos e outras minorias religiosas na Síria. Eu fiz isso na sexta-feira”, disse Trump durante suas declarações na Cúpula dos Eleitores do Valor, onde esteve presente também o pastor Andrew Brunson, que passou dois anos preso injustamente na Turquia e só foi libertado em outubro de 2018.

O maior receio da comunidade cristã na Síria, no entanto, é do retorno do Estado Islâmico, visto que milhares de terroristas presos na região nordeste da Síria escaparam das prisões controladas pelos curdos, após os ataques da Turquia.

Como resposta, Donald Trump afirmou que ameaçou a Turquia com sanções econômicas capazes de arruinar a economia do país, caso seu governo atue de forma irresponsável na região.

“Eu deixei claro para a Turquia que, se eles não cumprirem seus compromissos, incluindo a proteção de minorias religiosas, e também vigilância dos prisioneiros do Estado Islâmico que foram capturados, imporemos sanções econômicas muito rápidas, fortes e severas, como fizemos nas minhas negociações para retirar o pastor Brunson”, disse Trump.

Na mesma ocasião, Trump justificou sua decisão de ordenar a retirada do Exército Americano da Síria, explicando que, em outras palavras, chegou a hora dos Estados Unidos se voltar mais para si e proteger seus “heróis”, ao invés de assumir a luta de outras nações por tempo indeterminado.

“Estamos nessas guerras agora, uma delas há 19 anos, e eles não lutaram para vencer”, disse Trump, aparentemente se referindo ao conflito no Afeganistão. “Eles lutam para ficar lá. E, na Síria, deveríamos estar lá por 30 dias e estivemos lá por 10 anos. Essas guerras nunca terminam.”

“Não podemos ficar lá para sempre. Temos que trazer nossos grandes heróis para casa. Está na hora”, concluiu, segundo informações do Daily Signal.

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