Por: João Guanes

Neste instante, sinto-me estonteado, monto em meu Cavalo alado e voo, voo alto lá pelo tempo, em tempo das feridas que deixaram marcas profundas no tempo do meu passado. Não tenho rédeas, tão pouco destino. Estou, a mercê deste Potro peregrino. Sou livre, O Vento me diz.

As Nuvens, me envolve parecem algodões. Lindas e suaves, beija-me com alegria, sinto-me Feliz. Porém de repente! O Corcel branco desce, O Voo rasante obedece. O Olhar não acredita. Ao Ver com perfeição na descrita. Observo, fileiras de Charretes emparelhadas, uma atrás da outra. Coisa linda de doer, paradas ali! No meio do Pantanal ancoradas com A Poita. Tu és, Preciosa e nobre, Esmeralda, pedra, em Corumbá – reluzente (Estação da NOB). Amores, que vão Amores que ficam, lágrimas de tristezas outras que vivificam. Abraços da Mamãe, outros na Titia. Olha! Que coisa mais bela, O Charreteiro ajudando uma linda Donzela com O Pé no estribo a subir na boleia. Vai aí, Uma Saltenha boliviana? É Três cruzeiros, obrigado, Vovó fez farofa e sopa paraguaia para viagem estou com pouco dinheiro. Alá! O Trombadinha chechando, pega segura — Ele está quase escapando. Qué, Chipa? Agora não, tô chupando geladinho, já cumi um espetinho. Daí, Mina, quer namorar comigo? Não posso, estou noiva com Charopá. Sujô meu, melhor não forçá. Inesperadamente, o alerta desperta. O Locutor interpreta: “Atenção! Passageiros com destino A Miranda, Aquidauana, Campo grande, São Paulo A Bauru. O Trem sairá em cinco minutos. Não chores cidade Branca, Estação de grandes lembranças. Minha vida de quando criança. No compasso do meu Coração baterás com grande pujança este espaço passado e grandeza que nunca te alcança.

João Guanes: Jornalista e Acadêmico de Letras.

O Leão de Judá
Judá, a ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de seus inimigos; os filhos de teu pai a ti se inclinarão. Judá é um leãozinho. (g49:8)

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