Enquanto habitante nesta terra, estou condicionado a seguir em frente. Mesmo que neste caminho me depare com barreiras impostas. Ainda assim preciso dar a volta por cima e continuar. Em meio a esse conceito preestabelecido, O diálogo que circunda, mente e subconsciente são: passado, presente, futuro; Retroceder, ou voltar atrás, nem caranguejo. A Semiótica Greimasiana, diz que: “texto não é a representação da história e sociedade. Mas que ele, é começo de todas elas”. Vou simplificar para melhor entendimento. Final de ano férias, viagem. Então pegamos a estrada para Corumbá. Um verdadeiro espetáculo ao ar livre, proporcionado pela Fauna e Flora. O campo é vasto de interpretação. Aqui, não basta só a visão. Mais a sensibilidade no olhar. A medida que aprofundamos cada vez mais neste Santuário natural pude notar algo que, atraiu minha atenção.

Ao me virar para o retrovisor ao lado. Percebi que havia, uma produção de imagens, por grande escala. Parecia que a mãe Natureza se apresentava de maneira lúdica e, rapidamente, se escondia. Neste momento a velocidade do meu Cérebro, ultrapassava ao veículo. A vida representada em forma de SLIDE. Um verdadeiro SHOW na Natureza. Difícil de dizer algo que já foi dito. Que está ali, para todos verem. No entanto todo ponto de vista, começa de um ponto. Então, foi neste momento que, o pensamento deu asas para a imaginação. Portanto pude verificar, o início nesta produção que desenvolvia no retrovisor e terminava ao longo do horizonte. Curvas, animais na pista, O azul do céu, aves lagoas e rios, tudo ia ficando para traz. Era como se não houvesse futuro, muito menos passado. Mas, um começo que terminava naquele momento. Penso, que a entrada da vida tem uma saída, Mais sempre por ela mesma.

Enquanto procurava respostas para as minhas loucuras, Ouço meu interfone tocar. Era o cobrador da PAX. Cobrando-me pelo caixão que ainda não usei. Mas quem disse que quero usá-lo. Eu me amo acredite! Por isso estou planejando minha própria morte. Então recebi a moça que seria a cobradora. Convidei a para sentar-se. Pois sou cliente a muitos anos. Conversamos sobre: as diversas opções de funerais. Tudo aconteceu em meio a muitas risadas saboreando um delicioso café. Interessante que por algumas vezes batia no peito para dizer, — ao longo de todos esses anos nunca, me atrasei com esse compromisso. Qual é minha sentença, estou condenado a morte? Quem se lembrará de mim quando morrer? A vida é cheia de curvas e horizontes no caminho. Ao caminhar por ele, posso me perder com este fim. Porém entendo que quando chegar minha hora, o que não caber no meu caixão ficará de fora. Com as alças seguradas pelas suas mãos. Veja! Uma Borboleta azul. Entrou pela janela do meu quarto. Pousou na cabeceira da minha cama. Em seguida bateu asas e voou. Desaparecendo no horizonte. Lembrando que: a minha visão, está com os olhos do pensamento.
Crônica.

Jornalista: João Guanes.

O Leão de Judá
Judá, a ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de seus inimigos; os filhos de teu pai a ti se inclinarão. Judá é um leãozinho. (g49:8)

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