Uma ideia sem compromisso acabou gerando curiosidade. Da curiosidade, a iniciativa que se transformou em negócio: aos 13 anos, o jovem Nilson Júnior gere seu próprio negócio de bolos em Ariquemes, município de pouco mais de 100 mil habitantes no Vale do Jamari, em Rondônia.

Apelidado carinhosamente de “Menino de Ouro”, o jovem confeiteiro produz bolos e salgados que revende para a comunidade – com o lucro, ajuda a complementar a renda familiar.

Segundo a mãe de Nilson, Marta Rodrigues, tudo começou quando o filho tinha apenas 6 anos, enquanto ela preparava um bolo caseiro na casa onde vivem, em Cujubim (RO).

“Ela conseguiu a receita de um bolo simples e juntou os ingredientes para preparar, aí eu fiquei pedindo pra me deixar fazer. Ela disse que se não desse certo iria brigar comigo, por ter gastado os ingredientes, mas acabou deixando. Meio com medo, eu li toda a receita, coloquei os ingredientes na batedeira e deu tudo certo”, detalhou.

gram 4506mxf snapshot 0100 20190629 134703 545x307 - Menino de 13 anos vende bolos para ajudar família e sonha abrir confeitaria em RO

Em seguida, novas receitas ajudaram o garoto a se aperfeiçoar cada vez mais. Anos depois, ele mesmo decidiu produzir os sequilhos, um tipo de biscoito, passando a vendê-los nas ruas de Cujubim.

“Eu gostava de sair para vender, pois assim, conversava com os clientes e ia os conquistando de pouco em pouco, até pegar a confiança de muitos. Foi ali que percebi que isso era o que eu queria pra mim”, revelou.

À medida que as vendas foram crescendo, Nilson começou a pensar em um nome para o seu negócio: foi quando surgiram os elogios por ele ajudar a mãe nas tarefas de casa.

gram 4512mxf snapshot 0002 20190629 134531 545x307 - Menino de 13 anos vende bolos para ajudar família e sonha abrir confeitaria em RO

“Quando eu comecei a fazer bolos, minha mãe sempre falava pras amigas dela, e todas diziam que eu era um menino de ouro. Na hora de decidir um nome para o comércio, ao fazer uma autoavaliação, minha mãe disse que eu já tinha ganhado um nome: ‘Menino de Ouro’. Aí escolhi por esse”, contou.

Esbanjando alegria e orgulho ao falar do filho adotivo, Marta se emociona ao lembrar de como o garoto chegou em sua vida.

“Um médico havia me dito que não poderia ter filho, mas eu sempre quis ser mãe, então, adotar ele foi uma grande realização pra mim. O Nilson sempre foi um ótimo filho e um excelente companheiro”, frisou.

Marta atua como costureira, enquanto o marido trabalha como cabeleireiro. Ela explica que ambos sempre apoiaram as decisões e ideias do filho, sobretudo sua paixão pela confeitaria, e frisam que jamais o obrigaram a fazer qualquer coisa. O sucesso do negócio fez com que eles se mudasse para Ariquemes, onde a família começou a se adaptar com a produção e vendas.

“Às vezes paro as minhas costuras para ajudá-lo, pois tem dias que ele tem várias encomendas. Então, a gente está se adaptando a essa realidade, como é um grande sonho dele e a gente vê que ele tem futuro, nós sempre estamos nos pedidos, que pode virar uma grande empresa um dia. Hoje o meu maior sonho é realizar o sonho dele”, exclama a mãe.

Nilson também recebe absoluto apoio do padrasto, o cabeleireiro Edson Souza, que brinca de ter a honra de ser o experimentador oficial das receitas. Lutando pelo sonho de Nilson, Edson abriu mão da barbearia que possui na frente de casa para investir no filho.

“Decidi tirar a barbearia da frente de casa para montar uma padaria pra, um espaço próprio, já até compramos um forno maior. Acreditamos muito no Nilson e agora vamos investir no sonho dele”, destacou.

Fonte: G1/Fotos: Reprodução/Rede Amazônica

Por Redação RPA

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