Vivemos em uma época em que a religiosidade tem tomado cada vez mais conta de nossos atos e rotina.

A rotina espiritual de muitos tem sido ir à igreja, independentemente de qual seja, erguer as mãos aos céus durante o sermão, dar alguns “glória a Deus”, quem sabe até “falar em línguas”, dar a “paz do Senhor” e ir pra casa. Mas é aí que nossa religião de fato começa.

Tem gente que começa a treinar a espiritualidade já na calçada da igreja ao sair, quando se põe e julgar irmão fulano, sicrano e beltrano, por ter feito isso ou vestido aquilo.

No caminho, os vizinhos não passam despercebidos: “A Maria já trocou de marido de novo, só Jesus na causa!”, “José já comprou outra casa, qualquer dia desses fica sem nenhuma…”

Mas o pior mesmo é quando chega em casa. Briga com o cachorro, dá um pontepé no gato, grita com a esposa ou com o marido, desencoraja os sonhos dos filhos, diz palavras ríspidas com a mãe/pai, enfim, dá mau exemplo para todos.

Acredita-se que ser um “santo” respeitado na igreja é sinônimo de ter uma espiritualidade invejável. Mesmo quando se é um “demônio” em casa, seu principal ministério. E isso não afeta apenas os membros das denominações, já que não é incomum ver pastores, diáconos e missionários com esse tipo de comportamento.

A preocupação maior é em saber que estamos seguindo alguma “fórmula mágica” de como viver (dar o dízimo, ir aos cultos, dar glória a Deus, não beber e nem fumar, por exemplo), e principalmente se as outras pessoas estão notando o quanto somos pessoas “espiritualizadas”.

A boa notícia é que nada disso tem valor. Pelo menos pra quem é genuinamente espiritualizado. Não é o que queremos mostrar que importa, mas sim aquilo que somos quando ninguém está olhando, aquilo que praticamos quando cruzamos a calçada da igreja, aquilo que produzimos no nosso lar.

Nem todo aquele que diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino dos Céus. Nem todo aquele que pula, grita e chora em línguas no culto está salvo. Mas aquele que olha com amor todos à sua volta, tem um zelo especial pela família, procura ser boca de bênçãos no lar, e é respeitado pelo exemplo que dá, este com certeza tem um lugar especial não só no céu, mas no coração de Deus.

Por: Tadeu Ribeiro / Portal do Trono

O Leão de Judá
Judá, a ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de seus inimigos; os filhos de teu pai a ti se inclinarão. Judá é um leãozinho. (g49:8)

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