Encontro aconteceu na rádio Melodia e reuniu mulheres com funções pastorais e empreendedoras.

“Mulheres em papeis variados: empreendedora, pastora, mãe” foi o tema do debate promovido pela rádio Melodia, de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (28). O programa contou com as presenças das seguintes convidadas: Adriana Bernardo (pastora e jornalista), Cíntia Beltrame (pastora e advogada), Sandra Lima (pastora, empresária e cantora) e Vanessa Martinazzo (bispa e escritora).

Cada participante contou um pouco de sua experiência multitarefa, incluindo as atividades ministeriais que todas exercem. Para Cíntia Beltrame, que é presidente da Comissão de Imprensa da OAB, a “mulher nos dias de hoje não está fazendo nada além de resgatar aquilo que já era seu direito”. A advogada lembrou da personagem bíblica Débora, que teve um papel relevante em sua época, sendo juíza tribal.

Responsável por diversas atividades, Cíntia falou que só consegue “pela graça do Senhor” e porque aprendeu dentro de sua própria casa com a mãe, que era missionária.

Autora dos livros “Direitos e deveres eclesiásticos” e Mais que vencedoras”, Cíntia falou de sua experiência pessoal traumática do falecimento do filho aos 17 anos e, depois dele, ainda perder vários familiares em curtíssimo período de tempo: “Minha vida ia muito bem, e de repente, eu passei um momento de Jó. O Senhor recolheu o meu filho e a tristeza tomou conta de nós. Em seguida, o meu pai, a minha mãe, o meu sogro e a minha tia morreram juntos. E ainda meu marido foi embora de casa”.

A pastora conta que começou a ficar doente, foi internada até na UTI, mas que em uma madrugada Deus a ensinou a lidar com aquela amargura. Cíntia hoje, fortalecida em Deus, deixou um recado para as mulheres que passam por dilemas parecidos, pela depressão e se sentem abandonadas.

“Você que se sente viúva de marido vivo, ou de marido inconsequente, ou de marido traidor ou agressor… Não importa, é o Senhor que toma esse lugar na sua vida hoje. E Ele é o seu marido! E você não é pai e mãe. Você é a mãe, você é mulher, é feminina, o pai é Jesus. Com ele, sua vida será completa, porque Jesus será tudo para você e por você”.

À frente de cinco empresas, Sandra Lima expôs sua vivência espiritual, dizendo que essa relação que faz a diferença em sua vida profissional, familiar e em sua carreira. “Em tudo, inclusive em nosso lado empresarial, temos que orar e pedir a Deus a direção”.

Com 15 CDs gravados e seis DVDs, a cantora disse que todas as atividades da mulher em seu dia a dia não podem afastá-la do espiritual. “Tem mulheres que acabam se perdendo”, disse. A cantora disse que todos dias ela acorda às 4h da manhã para seu devocional com Deus.

“Eu oro, leio a Bíblia e declaro que naquele dia teremos boas notícias e declaro que os demônios estão destruídos, e que toda arma forjada contra a família e contra a minha casa não vai prosperar. Eu me preparo espiritualmente para dia”, contou. “Sem o espiritual não teremos êxito no físico”, afirma.

Liderando a Casa Branca Church ao lado do marido Daniel Martinazzo, Vanessa lembra uma verdade bíblica, de que a quem muito é dado, muito é cobrado e que suas atividades não podem tirá-la dos compromissos espirituais. “Muitas começas a usar aquilo que Deus as deu para justificar suas ausências na obra de Deus e até no tempo de oração. Mas temos que entender que sem Ele, nada podemos fazer”, alerta.

Vanessa disse ainda que as mulheres têm o papel de ensinar seus filhos e formar as futuras gerações. “Na luta, ensinamos nossos filhos, na prosperidade, ensinamos nossos filhos, e isso, na Casa de Deus”, frisou.

Sobre submissão, todas foram unânimes em dizer que não se trata de a mulher ser maltratada ou desprezada pelo homem, mas de um lugar onde ela pode participar ao lado dele. Para Cíntia, “a palavra submissão [referente à mulher] é mal interpretada. Submissão é esta debaixo de uma mesma missão e não de jugo”. A advogada disse que hoje as mulheres estão bem “calçadas em seus direitos” e precisam saber disso para não permitir abusos e violências.

Cíntia fez questão de destacar o trabalho da igreja, principalmente das mulheres da igreja, que “cuidam dos órfãos e das viúvas” dos desamparados

Jornalista do Guiame Adriana Bernardo citou e contestou a famosa frase “atrás de um grande homem existe uma grande mulher”. Também escritora, mãe e avó, ela disse que Deus criou a mulher para andar ao lado do homem. “Ele entendeu que não era bom que o homem estivesse sozinho e nos fez como companheira, aquela que está do lado para qualquer causa”.

Para a jornalista, a mulher não é um ser fraco e frágil, mas diferente do homem. “Deus nos deu graça e unção para realizarmos multitarefas”, reconheceu.

A pastora Adriana disse ainda que a mulher está se sobressaindo porque está se colocando em seu papel. “Eu creio que as mulheres notaram o seu verdadeiro papel. Houve uma época em que elas ficaram para trás por não acreditar em seu potencial, mas isso tem mudado, graças ao trabalho de outras mulheres no sentido de valorizar e enxergar na outra talentos”.

Sandra Lima concordou dizendo que “a gente consegue enxergar em outra mulher um potencial que talvez ela não tenha visto em sua própria vida”. A cantora disse que quando isso acontece a mulher se sente útil, criativa e capaz. “Isso é lindo”, definiu.

A bispa Vanessa endossou dizendo que é importante chamar as mulheres que estão mais “esquecidas para o nosso lado”, porque uma completa a outra. “Não estamos disputando. Quando a mulher entender que cada uma tem o seu lugar e não precisamos disputar espaço, luz com ninguém porque temos o nosso dom e ele será manifesto, e através dessa manifestação grandes coisas irão acontecer, tudo flui”, declarou.

Ex-modelo, Vanessa disse que fez uma pesquisa e soube que as mulheres empreendem mais que os homens e seus negócios duram mais tempo. “Uma pesquisa diz que no último ano 51% das empresas foram abertas por mulheres e elas permanecem 42 meses, mostrando que ela tem mais permanência no mercado do que empreendedores masculinos”.

Além disso, Vanessa disse que uma outra pesquisa aponta que “a mulher é aquela que traz a reconciliação no ambiente profissional, e isso se estende para o ambiente da igreja, porque ela sabe se relacionar, conduzir, porque é resiliente, flexível”.

A pastora Cíntia disse que a mulher não precisa ser feminista, basta ser feminina. “Somos competentes e não precisamos nos masculinizar para mostrar competência”. A mulher que não se vê assim deve buscar ajuda de outras mulheres. Ela diz que a Bíblia também ajuda a mulher nesse quesito. “É o manual do ser humano e lá está escrito como pode ser vencedora, competente e plenamente feminina”.

O debate foi conduzido pelo locutor e jornalista Renato e apoiado pelo Diretor da Musical, Washington Melo e pela assessora de imprensa Armanda Cardoso.

 FONTE: GUIAME

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