Apesar de todos os sinais claros sobre o impacto do homem sobre a natureza, muita gente ainda minimiza os efeitos das mudanças climáticas no futuro da humanidade. Um recente estudo realizado pela Universidade do Havaí, porém, pode acabar com qualquer dúvida ao alertar que, até 2100, a Terra será cruelmente castigada por ondas de calor.

Ondas letais de calor devem afetar 74% da população

De acordo com os pesquisadores, 74% da população global sofrerá com a exposição de ondas de calor letais provocadas pela crescente emissão de CO2 na atmosfera. E mesmo que os lançamentos sejam reduzidos significativamente, estima-se que pelo menos 48% da população será afetada.

Para chegar à conclusão, divulgada pela revista científica Nature, a equipe de pesquisadores revisou mais de 30 mil publicações sobre o assunto e encontrou mais de 1.900 casos de locais do planeta onde ocorreram mortes causadas por altas temperaturas desde 1980.

Foram então obtidas datas para 783 ondas de calor em 36 países, com a maioria dos casos em nações desenvolvidas e localizadas em latitudes médias. Observando o clima nos períodos de aquecimento letal foi possível identificar que as temperaturas e as umidade do ar se tornariam fatais.

O limiar é ultrapassado por 20 ou mais dias por ano na área determinada e este número, além de aumentar anualmente, deve ainda crescer no futuro, mesmo com cortes significativos nas emissões de gases de efeito estufa, apontam os cientistas.

Antártida está ficando cada vez mais verde – e isso não é nada bom

A paisagem tradicionalmente dominada pelo branco da Antártida passa por grandes transformações e, especialmente nos últimos 50 anos, tem apresentado uma relevante mudança de cor, ficando verde por causa do crescimento acelerado de plantas na região.

Ao contrário do que se possa imaginar, o fato não é nada bom, já que o aparecimento de musgos na superfície é resultado do derretimento de gelo acelerado pelo aquecimento global, segundo um relatório elaborado por cientistas e divulgado pelo jornal “Current Biology”.

“A Antártida não vai se tornar totalmente verde, mas ficará mais verde do que é atualmente”, disse ao jornal The Guardian Matt Amesbury, co-autor da pesquisa da Universidade de Exeter.

Aquecimento global pode alterar ecossistema da Antártida

De acordo com pesquisadores, o aumento da temperatura na Antártida é inédito e tende a fazer com que a área, que antes tinha apenas 0,3% de plantas, se torne um local muito mais verde no futuro.

Os gases de efeito estufa gerados pela queima de combustíveis retêm o calor quando chegam à atmosfera, fazendo com que as regiões polares sejam as mais afetadas, ficando mais rapidamente aquecidas do que todo o resto do planeta. Estima-se que a temperatura da Antártida esteja aumentando aproximadamente 0,5ºC por ano, a cada década.

O aquecimento da Antártida e, consequentemente, o crescimento de musgo na região deve alterar o ecossistema no futuro, resultando em mudanças significativas não somente na paisagem, como também na biologia de toda a área, afirmam os cientistas.

O Leão de Judá
Judá, a ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de seus inimigos; os filhos de teu pai a ti se inclinarão. Judá é um leãozinho. (g49:8)

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