O Brasil iniciou seu ano de 2019 chorando com muitas perdas. Centenas de vidas sendo ceifadas e outras feridas em tragédias, seja pelo ar, pela água, pelo fogo ou pela terra.

Logo nos primeiros dias do ano, uma sequência aterrorizante de ataques realizados por facções assolaram todo o Ceará, deixando não apenas a população do estado em alerta e assustada, como também mobilizando a força nacional para conter o avanço dos diversos atos criminosos que aconteciam no território cearense.

Menos de um mês depois, uma barragem com sedimentos de minério da Vale se rompe em Brumadinho, espalhando lama tóxica, destruição e morte por toda a região.

Semanas depois, os dormitórios dos garotos da categoria de base pegam fogo, matando 10 garotos no Centro de Treinamento do Flamengo, no Rio de Janeiro.

Dias depois, um helicóptero cai próximo ao Rodoanel, levando à morte o jornalista Ricardo Boechat e o piloto Roberto Quatrucci.

Esta semana alguém me perguntou se as tragédias que estão acontecendo no Brasil, através dos elementos terra, ar, fogo e água, têm alguma coincidência ou se têm alguma explicação. Eu disse: “Claro que tem, a palavra de Deus explica todas as coisas”.

No livro de Joel, Capítulo 1, versículo 4, a Bíblia nos fala sobre um ataque de gafanhotos, que destruiu a terra.

“O que o gafanhoto cortador deixou o gafanhoto peregrino comeu; o que o gafanhoto peregrino deixou o gafanhoto devastador comeu; o que o gafanhoto devastador deixou o gafanhoto devorador comeu”, diz o trecho.

Nesta passagem vemos quatro tipos de ataques de gafanhotos. A passagem bíblica ganha um simbolismo muito forte em nossos dias atuais, porque entendemos que esses gafanhotos são, na verdade, demônios. Em Apocalipse 9, vemos que quando os gafanhotos saem do abismo para atacar os homens da terra, eles têm um rei sobre si. O seu nome no hebraico é Abadom e em grego é Apoliom.

Estudando um pouco mais a Palavra de Deus, podemos entender que Abadom é um principado, um príncipe da guarda de Leviatã. Ele é o demônio da destruição, da ruína e também é o chefe do abismo.

Baal e a ação das entidades malignas

Mas para entender de forma mais completa a ação de cada uma das entidades malignas em suas áreas de atuação, preciso entender a relevância de Baal neste cenário.

Então, primeiro precisamos entender quem é Baal. Ele é a junção dos quatro principados mais importantes de Satanás. É um acróstico das primeiras letras de cada um: Belzebu, Asmodeus, Astorete, Leviatã. Quando ele é citado, considera-se que há uma ação em conjunto dessas quatro entidades malignas. E cada uma delas tem um elemento específico sobre o qual ela age. Então, vamos que : Belzebu age pelo fogo, o Asmodeus tem como elemento representativo o ar; Astorete age pela terra e Leviatã age pela água.

No Brasil, Leviatã é o chefe desses outras três entidades malignas. Ele é o que age, planeja o ataque dele e das outras três entidades contra as pessoas.

O fato dele estar atacando quer dizer que nós, como Igreja, deixamos brechas abertas. Está faltando aquilo que Jesus disse: “Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, logo é chegado a vós o reino de Deus” (Mateus 12:28). Então, o Reino de Deus, a Igreja é a única que pode parar este ataque.

Elias enfrenta Baal com a adoração a Deus

Elias também enfrentou esses quatro demônios. Em 1 Reis 18, Ele desafiou os profetas de Baal e os venceu, levantando um altar a Deus. Elias mandou buscar uma oferta, semelhante à oferta que era dada a Baal. E depois ele mandou buscar água, às 3 horas ele orou e venceu Baal. Então, como ele venceu? Ele reuniu os 12 líderes da nação de Israel, que juntos clamaram a Deus.

Em Joel, capítulo 1, Deus também fala aos líderes para clamarem a Deus pelo livramento dos gafanhotos e restauração do que foi destruído.

“Cingi-vos e lamentai-vos, sacerdotes; gemei, ministros do altar; entrai e passai a noite vestidos de saco, ministros do meu Deus; porque a oferta de alimentos, e a libação, foram cortadas da casa de vosso Deus. Santificai um jejum, convocai uma assembléia solene, congregai os anciãos, e todos os moradores desta terra, na casa do Senhor vosso Deus, e clamai ao Senhor”. (Joel 1:13,14)

Posteriormente, em Joel 2, Deus restitui o que os gafanhotos roubaram. Então, este ataque é exatamente isso: planejado pelo inimigo. No capítulo 9 de Apocalipse, a Bíblia fala que aqueles principados não podiam atacar os que tinham a marca de Deus em sua sua testa.

Isso é muito profundo e, mais do que nunca, a partir dos próximos dias, a tendência é que a sequência de acontecimentos trágicos continue. Passando isso para a visão bíblica, é assim que os gafanhotos atacam e, no caso, essas quatro entidades malignas estão atacando em suas respectivas áreas.

Só será possível barrar a ação desses poderes se o povo de Deus buscar mais ao Senhor, levantando altares de adoração. Então é preciso a unidade do Corpo de Cristo, adorando em conjunto, clamando para que o Senhor livre nossa nação dos poderes dessas quatro entidades, que estão agindo em conjunto.

Por isso, nós estamos levantando grupos de oração que funcionam em um revezamento para manter o clamor constante e pedimos que pastores em todo o Brasil também levantem seus grupos de oração 24/7 em suas cidades.

Que Deus tenha misericórdia do Seu povo e da nossa nação. Este é o nosso clamor.

Por Joel Engel, pastor, líder do Ministério Engel, em Santa Maria (RS) e fundador do Projeto Daniel, que ajuda crianças órfãs em países da África.

FONTE: GUIAME

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