Por: Flávio Teixeira

Antes da Páscoa, a que antecedeu a crucificação de Jesus, o apóstolo João registra três coisas que eram do conhecimento do Filho de Deus. Ei-las:

(1) “Sabendo Jesus que já era chegada a sua hora” (Jo 13.1);

(2) “Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas” (Jo 13.3);

(3) “Porque bem sabia ele (Jesus) quem o haveria de trair” (Jo 13.11).

Assim sendo, podemos depreender três lições:

(1) Aprenda a saber qual é a sua hora. Não queira antecipar nem atrasar nada. Viva cada propósito de Deus no tempo que ele determinar. É bom citar, à guisa de exemplo, que, numa ocasião, Maria quis antecipar, mas Ele disse: “ainda não é chegada a minha hora” (Jo 2.4). Em outra situação, Pedro quis retardar a sua Paixão e, por isso, “começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso” (Mt 16.22). No entanto, Jesus disse: “Para trás de mim Satanás, que me serves de escândalo, porque não compreende as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens” (Mt 16.23). Ora, normalmente, o homem sem discernimento quer atrasar ou antecipar os desígnios de Deus. Todavia, não ceda às tentações, as coisas de Deus acontecem no tempo dELe!

(2) Apesar de ser conhecedor de todas as coisas que havia recebido do Pai, Jesus não permitiu que isso suplantasse o propósito divino, nem tampouco que prejudicasse o seu serviço aos discípulos. Entretanto, há pessoas que sabem o que receberam do Pai, mas usam isso para oprimir pessoas, e não para servir. Jesus serviu: lavou os pés dos discípulos. E o que nós temos feito com o que o Pai nos deu?

(3) Embora soubesse quem era o traidor, Jesus comeu com ele e ainda o serviu, além do lavar os seus pés. Ademais, não tratou mal quem lhe vendeu, não expôs o traidor, antes o chamou de amigo. Pois, mesmo sabendo que alguém faz o mal, o servo de Deus deve fazer o bem.

Pastor Flávio Teixeira:

Uma das doutrinas que fazem meus olhos brilharem quando penso na chegada de Jesus Cristo ao mundo é a doutrina da impecabilidade: o menino da manjedoura era incapaz de pecar! Incapaz de dizer qualquer mentira, de ter qualquer atitude dissoluta ou imoral ou de nutrir qualquer sentimento de orgulho, inveja ou altivez em seu coração. Jesus nunca cometeu sequer um pecado no campo das ações, sentimentos ou pensamentos.

Isso é possível porque o menino da manjedoura sempre existiu como filho eterno de Deus e, como filho eterno de Deus, possui os atributos da divindade, sendo um deles a santidade. Deus é tão puro de olhos que não pode sequer ver o mal (Habacuque 1:13) e isso era verdade para Jesus. Embora Jesus tenha sido tentado como um homem comum, ele era incapaz de ceder a tais tentações porque faz parte de sua identidade e essência ser santo.

Nós nos santificamos, Cristo não. Cristo jamais se santificou porque sempre foi santo, desde toda a eternidade. Como para nós é natural ser pecador, para Cristo era natural ser santo. Como para nós é uma guerra parar de pecar, Cristo enfrentava uma guerra para querer pecar. A doutrina da impecabilidade é majestosa porque brilha muito intensamente na cruz: o sangue daquele que viveu 33 anos de forma perfeita é tão puro, santo e poderoso que é capaz de salvar o mundo inteiro. O Deus Todo-poderoso, onde nada lhe é impossível, tem uma impossibilidade em seu caminho: pecar. Para Deus, é impossível pecar. E porque isso lhe é impossível, lhe é possível salvar a todo o crê. Tremamos em gratidão!

Página no facebook: Flávio Teixeira

101 - TRÊS COISAS QUE JESUS SABIA ANTES DA FESTA DA PÁSCOA

O Leão de Judá
Judá, a ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de seus inimigos; os filhos de teu pai a ti se inclinarão. Judá é um leãozinho. (g49:8)

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