O fundador da Cia Jeová Nissi desabafou a respeito do preconceito existente contra evangélicos no Brasil. A declaração veio após uma ameaça de protesto contra a ocupação de um teatro no Rio de Janeiro pelo grupo.

Roberto Alvim, dramaturgo indicado pelo governo Jair Bolsonaro para dirigir o Centro de Artes Cênicas da Funarte, indicou a Jeová Nissi para ocupar o Teatro Glauce Rocha, casa de espetáculos sob guarda da organização federal.

De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo, os artistas cariocas não gostaram da revelação e armaram protestos na porta do Glauce Rocha: “Teatro não é igreja”, diziam.

Agora, Roberto Alvim está reiterando sua intenção de transformar o palco destinado à companhia Jeová Nissi no “primeiro teatro do país dedicado ao público cristão”, e defendeu sua ideia dizendo que “o trabalho artístico deles tem notável qualidade e excelência estética”.

Em entrevista à jornalista Anna Virginia Balloussier, Caíque Oliveira se disse acuado: “Estou perdidinho, fia, não sei o que fazer. De repente, a Nissi está em todos os jornais. Artistas dizem que, se entrarmos, vai ter resistência na porta. A gente não quer isso”, declarou.

“Depois de estarmos consolidados com tanta credibilidade, parece que nos tornamos uns lunáticos querendo transformar um teatro em igreja”, acrescentou.

Enquanto os artistas protestam contra a Nissi, a companhia segue crescendo. Recentemente bateu as equipes de “Annie” e “Billy Elliot” ao levar o prêmio Bibi Ferreira na categoria Revelação em Musicais por conta do espetáculo “Rua Azusa”, musical que lotou sessões em São Paulo e está em cartaz até 3 de novembro no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro.

A falta de visibilidade, com tantas conquistas, incomoda Oliveira e o faz desconfiar de que há algo mais motivando tamanho desdém: “Poxa, a peça ficou oito meses em cartaz, lotando todos os dias, e não saía nem na parte que fala da agenda cultural da cidade. Por que ninguém divulga? Sinto que há preconceito”, reclamou.

“Se fosse em outro momento do país, talvez não seria visto de forma ruim. Hoje, tudo o que é associado a evangélico é visto como ruim”, acrescentou Oliveira, lamentando a situação.

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